O alto consumo de proteína do leite de vaca com a baixa defesa do organismo vai gerar um processo inflamatório crônico. E estes sintomas vão poder ser físicos, mentais ou emocionais. É muito comum encontrarmos pessoas com um certo grau de intolerância a lactose ou até mesmo uma alergia a proteína do leite de vaca.

Alergi

Intolerância a lactose

Na intolerância à lactose temos um mecanismo não imunológico. Ocorre que a deficiência da enzima (lactase) que digere a lactose (açúcar do leite) faz com que ela não consiga ser digerida e fermentar. Poderá ocorrer a formação de gases, estufamento, cólica e até diarréia.

Intolerância a lactose não é causa de doenças como:

  • otite
  • sinusite
  • amigdalite
  • dermatite
  • resistência insulínica
  • alteração neurocomportamental: deficit de atenção ou autismo

Normalmente quem leva a estes problemas é a proteína do leite de vaca. Como exemplo temos a Beta-lactoglobulina que é uma proteína do soro do leite e nenhum ser humano tem a enzima que digere ela.

Temos também a caseína que é de difícil digestão e ela contém uma sequência de aminoácidos que pode ocupar um receptor no sistema nervoso central das endorfinas naturais e modificar o comportamento.

Inicialmente euforia, agitação e prazer e depois letargia, embotamento e até depressão fazendo com que a gente tenha que ir atrás do alimento novamente para conseguir se sentir bem. Isso irá acarretar um vício alimentar.

Alergia a proteína do leite de vaca

Em crianças até 5 anos de idade a alergia ao leite de vaca pode se manifestar através do vômito, diarréia, prurido na pele e ser chamada de Alergia Imediata (Mediada pelo anticorpo Imonuglobulina E Ig E).  Se manifesta a partir de segundos a até 2 horas depois que você ingeriu o alimento. Ela é mais comum em crianças do que adultos.

Absorção de proteínas e a resistência insulínica

Proteínas mal digeridas ou não digeridas podem ser absorvidas e entrar na corrente sanguínea e o corpo não as reconhecendo produz substâncias pró-inflamatórias para combatê-las.

Estas proteínas formam complexos com nossos anticorpos e passam a circular pelo organismo ocasionando diversos problemas desde problemas de microcirculação como olheiras, pode se instalar em qualquer parte do organismo e gerar um processo inflamatório crônico dependendo do local onde isso acontece. Como exemplos temos amigdalites, otites, rinites, sinusites, esofagites de refluxo, gastrites, colites.

Estas substâncias pró-inflamatórias produzidas para combater uma proteína mal digerida podem ocupar receptores de insulina e causar a resistência insulínica. Que pode levar desde a obesidade, até uma diabetes tipo II e ainda também ter relação com vários outros fatores que estão envolvidos com a resistência insulínica ( gordura no fígado, aumento do colesterol, triglicerídeos, ovários policísticos, miomas, desregulações de menstruação, aumento de ácido úrico, eliminação de cálcio.

Há vários estudos relacionando resistência insulínica e câncer (principalmente de mama e próstata) e proteínas do leite de vaca.

Alterações de humor e bem estar

Substâncias pró-inflamatórias produzidas para combater as proteínas do leite de vaca também podem no sistema nervoso central excitar células nervosas podendo ocasionar enxaquecas, agitação mental, irritabilidade, alteração de humor, pavio curto, dificuldade de concentração.

Elas também prejudicam a formação de serotonina podendo ocasionar ansiedade, maior necessidade de comer carboidrato principalmente no final do dia, falta de saciedade, compulsividade, depressão, alterações na qualidade do sono (a serotonina é o precursor da melatonina).

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Sabendo do mal que a proteína do leite de vaca pode fazer num organismo que é pré-disposto, e principalmente em um auto consumo deste alimento, com um baixo consumo de frutas, verduras, legumes, cereais que poderiam amenizar os sintomas e dar mais proteção ao organismo, nos faz pensar se vale a pena consumir este alimento.

Hoje em dia temos uma alimentação rica em ultra processados que contém em sua fórmula na maioria deles o leite, glúten e a soja. O leite contém uma quantidade grande de hormônio do crescimento que acaba por prejudicar nosso organismo.

O leite e o cálcio

No Japão onde há uma baixa incidência de osteoporose o leite nunca foi um alimento tradicional presente na mesa dos japoneses. Em um estudo populacional da OMS o maior número de osteoporose e fraturas foi observado em países com um alto consumo de alimentos ricos em cálcio de origem animal. E os países com maior consumo de cálcio de origem vegetal observou-se a menor incidência de osteoporose e fraturas.

E de uma maneira geral aquelas mesmas pessoas que sempre consumiram derivados de leite e apresentam osteopenia/osteoporose, vão sempre associar a uma micro calcificação ( artrite, artrose, bico de papagaio, esporão, calcificação na mama, zumbido no ouvido, calcificação nas artérias, cálculo nos rins e vesícula. Isso ocorre não por falta de cálcio mas sim porque faltam nutrientes que levam o cálcio para os ossos. Carências de boro, magnésio, vitamina K2, vitamina D entre outros.

Com certeza não é o cálcio do leite que previne a osteoporose. Com um excesso de cálcio e faltando os nutrientes certos o cálcio ao invés de ir para o osso acaba por se instalar em outras partes do corpo. Por isso é altamente prejudicial tomar suplementação de cálcio em doses altas de forma isolada.

Como alternativas mais saudáveis ao leite de vaca temos o leite de arroz, amêndoa, aveia, inhame, quinoa, amaranto, avelã…

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